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7 das 10 maiores causas de afastamento em 2025 são ortopédicas

Dados do Ministério da Previdência mostram que o risco osteomuscular é o maior vetor de afastamento e ergonomia é parte estrutural do GRO, não apêndice.

Lucas Melo

Ortopedista, MD-PhD — CEO e co-fundador da Straloo

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NR-1: o risco osteomuscular não pode ser negligenciado. Ele deveria ser priorizado.

7 das 10 causas que mais afastaram trabalhadores em 2025 são problemas ortopédicos. Isso é dado do Ministério da Previdência Social.

M54, M51, M75. Dorsalgia, hérnia de disco, lesão de ombro.

Mas o mercado todo está em modo de emergência com fatores psicossociais.

Não estou dizendo que saúde mental não importa. Estou dizendo que, se a leitura de NR-1 parou nos fatores psicossociais, a empresa está ignorando o maior vetor de afastamento que ela tem.

E o ponto que precisa ser dito com clareza: a própria NR-1 não separa esses temas.

O item 1.5.4.4.5.3 trata a avaliação de risco ergonômico como um sistema. Ela deve considerar as exigências da atividade de trabalho como um todo, incluindo carga física, movimento, postura, esforço e organização do trabalho.

E vai além: o inventário de riscos exigido pelo PGR deve conter os resultados da avaliação de ergonomia nos termos da NR-17.

Ergonomia não é um apêndice da NR-1. É parte estrutural do GRO.

O que o mercado está fazendo na prática:

Mapeando fatores psicossociais apenas

Contratando app de saúde mental

Arquivando laudo ergonômico

Não conectando nenhum dado com o perfil clínico dos colaboradores

O resultado aparece no FAP. Nos B91. Nas cirurgias que ninguém antecipou.

GRO que ignora o risco osteomuscular não é GRO. É conformidade seletiva, com custo real.

Como a sua empresa está integrando a avaliação ergonômica ao perfil de saúde da população de colaboradores?