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Osteomusculares: o maior custo de saúde corporativa

Mapeamento da McKinsey mostra que problemas osteomusculares concentram 34,2% do gasto em saúde patrocinada por empregadores, mais que oncologia e cardiovascular juntos.

Lucas Melo

Ortopedista, MD-PhD — CEO e co-fundador da Straloo

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Problemas osteomusculares são o maior custo de saúde corporativa.

Não saúde mental. Não oncologia. Não cardiovascular.

A McKinsey mapeou os gastos por jornada de cuidado no modelo de assistência médica patrocinada por empregadores. O gráfico mostra o resultado.

Osteomusculares: 34,2% do gasto total

Oncologia: 14,5%

Cardiovascular: 9,8%

Diabetes: 7,0%

Saúde mental: 3,4%

Uma categoria concentra mais de um terço de todo o gasto.

Esses dados são norte-americanos. Mas o padrão se repete no que observamos no Brasil, especialmente em indústria, logística e operações de manufatura/processamento alimentar.

E há algo ainda mais relevante dentro desse número:

Em torno de 80% dos colaboradores usam poucos ou nenhum serviço de saúde no ano

Um grupo menor, algo em torno de 15%, concentra a maior parte dos custos

É um jogo de outliers.

A maioria não usa. Uma minoria usa muito. E boa parte desse uso poderia ter sido prevenida, ou pelo menos coordenada de forma diferente.

O perfil da empresa importa muito aqui. Chão de fábrica, linha de produção, motorista de longa distância, operador de máquina têm um perfil de risco completamente diferente de um trabalhador de escritório. A sinistralidade muda. O tipo de agravo muda.

A saúde está se tornando pauta estratégica nas empresas. O custo do benefício cresce todo ano. O CFO está na sala. O RH está sendo cobrado por resultado, não só por cobertura.

A NR-1 abre agora uma janela importante para que esse tema seja tratado com mais profundidade, além do compliance.

Na sua realidade, essa proporção acontece? Qual a sua experiência com programas corporativos de gestão de saúde osteomuscular?